segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Assassin's Creed: Brotherhood | Crítica


Sequência direta de Assassin's Creed II melhora todos os pontos da série


Assassin's Creed: Brotherhood
Assassin's Creed: Brotherhood
Assassin's Creed: Brotherhood
Não é por acaso que Assassin's Creed tornou-se a maior franquia da Ubisoft em apenas três anos. Do primeiro jogo, de 2007, ao atual, Assassin's Creed: Brotherhood, a série explodiu em ideias e possibilidades.
Observando os primeiros games e de olho no desenvolvimento das produções futuras, fica claro o plano da empresa francesa para o desenvolvimento de uma mitologia riquíssima e de potencial quase ilimitado de desdobramento em outras mídias.
Assassin's Creed foi muito bem planejado para aproveitar cada aspecto de sua história central - a luta ancestral entre duas facções, as ordens dos Templários eAssassinos - e a Ubisoft não está poupando esforços para garantir a qualidade da narrativa, que mergulha cada vez mais fundo nas conspirações e amarrações históricas, misturando-as com elementos clássicos dos videogames.
A ideia do Animus, programa que transporta o heróiDesmond Miles às memórias escondidas em seu DNA de Ezio, seu antepassado, havia me causado estranheza nos primeiros games. Mas agora, graças ao melhor desenvolvimento de seu uso, o Animus me parece funcionar muito bem como um recurso metafórico. Transportar Desmond ao passado impresso em seus genes é levar o próprio jogador ao game, justificando vícios da linguagem da mídia. Até o tutorial é parte da experiência em Assassin's Creed e cada segmento é uma lembrança a ser destravada.
Este capítulo da saga continua a história de Ezio, personagem que ocupou o centro da trama em Assassin's Creed II, assumindo o legado de Altair (do primeiro game, de 2007). A trama o coloca em Roma, depois de dramáticos acontecimentos na cidade de Monterregioni, reconstruída a tanto custo no jogo anterior. Os antagonistas novamente são os Borgias, a infame família que, através do medo e jogos de poder, é considerada um espécie de embrião filosófico da máfia italiana.
A Roma de Assassin's Creed é um triunfo de design e qualidade gráfica. Cada bairro, cada rua e viela trazem detalhes raramente encontrados em um game de mundo aberto com essa abrangência. Desde o primeiro momento é possível acessar quase todos os pontos do mapa com as habilidades básicas de Ezio. Trace uma rota e corra - pelos telhados ou solo - e o mapa acolherá sua decisão (o cavalo é quase sempre a pior opção, sempre empacando em obstáculos do terreno). As restrições de exploração ficam por conta de apenas três trechos, que terão relevância adiante. Visitas breves a outras cidades, em missões relacionadas a Leonardo daVinci, complementam a experiência, dando novidades ao jogador (como o controle de veículos) mesmo quando o jogo principal ainda está longe de parecer tedioso. Tudo com o detalhamento histórico e arquitetônico que já virou tradição da série.
É excelente como são realizados os aprimoramentos do personagem, sempre ligados organicamente à trama ou missões paralelas. As campanhas secundárias também recebem constantemente novos objetivos, se desmembrando em possibilidades a todo instante. Realizar tudo o que Assassin's Creed: Brotherhood oferece é um feito viciante para dezenas de horas.
Sozinha, a obsessão pelo recrutamento e administração das missões de novos assassinos poderia render um superaquecimento do videogame... essa novidade do jogo, aliás, é uma das mais interessantes. Contar com o apoio de um time de assassinos treinados e experientes, que atacam de qualquer ponto silenciosamente, dá uma nova dinâmica aos combates, que depois de algumas horas ficam um tanto arrastados. Combinada ao uso de facções como ladrões, cortesãs e mercenários, essa possibilidade amplia ainda mais os estratagemas possíveis em Assassin's Creed: Brotherhood.
Como único grande problema do game - que melhorou bastante toda a problemática narrativa do anterior - está a má utilização dos segmentos fora do Animus, que continuam quase dispensáveis (ainda que muito melhores que os do game anterior e agora, durante a maior parte da campanha, sem a obrigatoriedade de serem jogados). A necessidade de sair da Roma renascentista em direção ao presente, afinal, é quase inexistente: buscar troféus, trocar três frases com seus aliados e ler e-mails sobre iogurte é algo absolutamente enfadonho se comparado às aventuras dentro do Animus. Certamente a Ubisoft poderia ter desenvolvido melhor a interação entre passado e presente para dar mais o que fazer a Desmond. No entanto, este é um problema menor, se comparado à liberdade, tempo de jogo (estendido com o inédito módulo multiplayer, que mereceria artigo próprio) e à qualidade geral que Assassin's Creed: Brotherhood oferecem.




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X-Men Anime | Assista ao primeiro teaser


Programa estreia em 1º de abril no Japão

O primeiro vídeo da versão anime que a Madhouse desenvolve para a nova série dos X-Menestá na internet.
Assista abaixo à versão nipônica do Fera, Tempestade, Wolverine, Ciclope e o Professor X. O programa estreia no Japão em 1º de abril e começa depois a ser exibido no G4, canal dos EUA.










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Star Wars | Veja Chewbacca pela primeira vez em The Clone Wars


Personagem vai aparecer no final da temporada



Depois de Qui-Gon Jinn, agora um outro personagem velho conhecido dos fãs de Star Wars está prestes a estrear na animação Star Wars: The Clone Wars.
Estamos falando do carismático Chewbacca, que pode ser visto pela primeira vez no trailer abaixo. O vídeo é um teaser para o episódio que encerra a atual temporada e vai ao ar dia 1º de abril nos EUA. Assista:









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domingo, 20 de fevereiro de 2011

DC Universe Online | Crítica


MMO do universo de Batman, Superman e Mulher-Maravilha tem qualidade, mas peca nos quesitos fundamentais do gênero


DCUO
DCUO
DCUO
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A primeira pontuação necessária para este texto é que uma análise de um MMO (Massive Multiplayer Online) é, invariavelmente, falha. Exatamente por conta do conceito do gênero, que permite que modificações sejam realizadas a qualquer momento. Ou seja, assim como as aplicações de remendos em um jogo online, o artigo deveria sofrer renovações constantes. De qualquer forma, é factível discorrer sobre o que DC Universe Online dedica aos seus jogadores, até agora.
Logo de cara, dá para perceber o esmero na produção, disponível para PCs PlayStation 3, já que o sistema de criação de personagens é carnudo – de fato, antes mesmo de escolher tipos de combate, poderes e movimento, você se sentirá tentado a criar vários heróis e vilões, somente para fazê-los diferentes a cada turno. Ainda mais com os belos desenhos do quadrinista Jim Lee, que conduziu o projeto. Mesmo que a customização permita criar um personagem bem diferente daqueles já conhecidos do universo DC Comics, o novato sempre é agraciado por um mentor. No meu caso, minha vilã de pelagem demoníaca azul usa uma arma ágil, é acrobática, tem poderes psionicos, e é agalardoada pela feiticeira-deusa Circe. Porém, vale a pena notar que há um pequeno desbalanceamento na questão de movimento: quem escolhe passear pelo mundo às custas de poderes como voo ou supervelocidade ganha uma facilidade no game, enquanto a acrobacia demanda mais do jogador.
E vale a pena perambular pelas ruas de Metropolis e Gotham City, nem que seja somente para notar a beleza dos gráficos e se deparar com cenários famosos. DC Universe Online, afinal, é um jogo feito para apreciadores de quadrinhos, com uma centena de detalhes interessantes que podem passar despercebidos pelos jogadores nem tão envoltos pela mitologia DC. Há uma preocupação em manter o enredo dentro do cerco das possibilidades, por exemplo. Na trama, Lex Luthorassocia- se a um bando de vilões e faz um ataque em massa aos heróis. Quando a vitória é certa, Brainiacinvade o planeta com um exército de robôs que dizima todos que contenham superpoderes. Luthor escapa, viaja para o passado para alertar os heróis, enquanto bombardeia o mundo com uma energia passível de transformar pessoas comuns em extraordinárias, conferindo-lhes os poderes dos heróis e vilões que pereceram.
Outro ponto alto é a mecânica criada para o console, que funciona perfeitamente bem. Não há “point´n´click”, ou seja, você não gasta tempo tentando mirar no ponto certo da tela. Na verdade, e isto depende da sua personalização, a jogabilidade fica bem parecida com um jogo de ação ou aventura: você aperta botões para atacar, soltar magias, criar combos e capturar pilhagens de inimigos derrotados. O combate é simples, intuitivo, fácil, e você pode mudar seu uniforme, sem alterar seu visual.
Se compararmos DC Universe Online a outros MMOs, em termos de PvE (jogador contra o ambiente), PvP (jogador contra jogador) e exploração, é no último item que o jogo realmente supera a concorrência, com um universo caprichado e uma franquia bem aproveitada. Porém, apesar de muito divertido – especialmente no começo – o game funciona quase como um palco para um MMO: ele apresenta potencial para tal, mas não cumpre algumas funções básicas.
Veja bem, passar de nível é absurdamente fácil. E quanto mais explora-se novas missões, mais atinge-se o ponto em que é necessário uma vivência social – como enfrentar uma instância ou demandas em grupo. Aqui há dois problemas onerosos: não há como conversar como seus amigos, sem tomar muito tempo; a janela de “chat” é a pior que já vi em tempos. Isso sem contar que navegar pelo menu é uma tarefa que requer "superpaciência". Quando os personagens falam, não há um balão de texto – o que é bem bizarro para um game baseado em HQs –, e é bem comum ver pessoas berrando: “Como faço seilaoque??” pelas ruas.
A segunda parte do problema é que os desenvolvedores de DC Universe Online não quiseram gastar tempo explicando como se joga um MMO. Se você, como eu, está acostumado à tríadeTank, Healer, DPS, por favor, jogue comigo. Os jogadores tendem a não desempenhar seu papel específico no grupo durante os dungeons, o que significa que você vai morrer... e muito. O pior é: se o game não elucida, como eles iriam saber? Até onde sei, os superpoderes, como onisciência, ainda não se tornaram uma realidade entre os leitores do universo DC. Não há documentação de como funciona um MMO, nem um tutorial no jogo.
Outro quesito importante em qualquer MMO é a economia: o que você consegue fazer, ou garimpar pelo mundo e como vender esses preciosos bens. DC Universe Online não apresenta variedade de propriedades, nem action houses. Ou seja, não há economia. Depois de atingir o nível máximo permitido pelo título, não há mais muito o que fazer. E como a evolução é rápida, eu me pergunto quem pagaria 15 dólares mensalmente para seguir jogando.
DC Universe Online não é um jogo ruim, longe disso. É uma bela obra de ação e aventura, com gráficos deslumbrantes para o gênero, um monte de referências ao Universo DC, a possibilidade de se unir ao seu herói ou vilão favorito, e um mundo riquíssimo. O problema é que não funciona muito bem como um MMO (e ainda nem citei os bugs): não tem longevidade. Minha recomendação é: pague os 60 dólares, jogue muito por um mês até o último nível e dê adeus. Caso os erros sejam resolvidos, você ficará sabendo aqui no Omelete.



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